.posts recentes

. ENSAIO LG21 * LITERACIA G...

. ANÁLISE DA ACTUALIDADE PO...

. NEUROCIÊNCIAS E EDUCAÇÃO ...

. REVISTA VISÃO DESTE SEMAN...

. NERCAB PERCEBE A NECESSID...

. MILÃO E IZMIR, DUAS FERVE...

. DESERTIFICAÇÃO EXIGE UM S...

. A CIDADE DE VENEZA COM RI...

. SUÉCIA, PIONEIRA DO COMBU...

. À meia duzia é mais barat...

.arquivos

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

ENSAIO LG21 * LITERACIA GLOCAL * PRIMEIRA PARTE

 

NOVO ENSAIO DOS SURREALHUMANITY

 

 

LITERACIA GLOCAL XXI, LG 21 :

 O NOVO PARADIGMA COMUNICACIONAL

EMERGENTE  NO SEIO DOS REAJUSTADOS

SISTEMAS EDUCATIVOS TRANSMODERNOS

 

 

          

           “1.Todas as pessoas têm o direito à educação, bem como ao acesso à formação profissional e contínua.

                2. Este direito inclui a possibilidade de frequentar gratuitamente o ensino obrigatório.

                3. São respeitados, segundo as legislações nacionais que regem o respectivo exercício, a liberdade de criação de estabelecimentos de ensino, no respeito pelos princípios democráticos, e o direito dos pais de assegurarem a educação e o ensino dos filhos de acordo com as suas convicções religiosas, filosóficas e pedagógicas.”

                  Pontos 1, 2 e 3 do 14º Artigo da Carta Europeia dos Direitos do Homem, criada pelo Conselho Europeu de Colónia, a 3 e 4 de Junho de 1994

 

            Catorze anos volvidos desde a redacção da Carta Europeia dos Direitos do Homem, é bom lembrar, a todos, a Presidência da Comunidade das Democracias, assumida em Novembro último pelas autoridades portuguesas, para poder renovar algum sentido de esperança, - relativamente ao qual, cada um de nós, não está isento de responsabilidades - num futuro mais harmonioso e fraterno, à escala internacional. Uma lufada de ar fresco, há muito, que é aguardada por uma esmagadora maioria da sociedade mundial e, muito provavelmente, os sessenta anos da promulgação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que agora se comemoram, efusiva e entusiasticamente, pelos cinco continentes, mais não podem a não ser assumir-se como um reacender de promessas não cumpridas, em parca dívida com as populações votadas ao ostracismo e abandono humanitários.

 

            Aliás, não é filho bastardo do acaso o facto de o actual Secretário-Geral das Nações Unidas, o Exmo. Sr.  Ban Ki-moon, na sua reconhecida linha de acção programática dos últimos tempos, ter sido peremptório quanto aos contornos com que a Declaração do Milénio, ratificada em 2000 por 189 países, vem enformar o novo puzzle geopolítico mundial, designadamente, no que aos Objectivos de Desenvolvimento, a atingir até 2015, se refere. É, pois, natural que a luta firme em prole da erradicação da pobreza e da má nutrição, a preocupação confessa com a degradação ambiental em curso e o flagelo endémico imposto pelo vírus HIV, bem como a acentuada desigualdade de géneros, venham a integrar as diversas agendas políticas dos principais líderes mundiais, nas quais, estamos certos, a rubrica temática “A Educação para todos até 2015não deixará de constar, dadas as múltiplas implicações sociais em jogo. Como é evidente, a Unesco e a União Europeia não poderiam ficar excluídos deste interessante desafio, que é poder contribuir para uma globalização mais harmoniosa e humana.

 

            À luz de todo este envolvimento singular, múltiplos têm sido, como se sabe, os programas e projectos implementados, um pouco por todo o lado, a maioria dos quais graças a planos de co-financiamento delineados, propositadamente, para o efeito.

 

Poderíamos, de súbito, mencionar o caso do Programa Erasmus e do seu congénere Erasmus Mundus, ou da acção levada a cabo pelas Cátedras Jean Monnet, ou ainda, pelo recém-criado movimento Literacia Digital, no contexto da nova organização, com vínculo institucional à O.N.U., designada de Aliança das Civilizações, sob a convicta liderança do nosso Ex-Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

 

Não deixa, porém, de ser curioso o facto de, cada vez mais, ser perceptível uma abertura, em crescendo, por parte dos mais diversos quadrantes, mormente oriundos do seio académico, face à importância das várias línguas e dialectos, requeridos pela nova concepção arquitectónica do novo espaço criado pelo transmoderno paradigma de comunicação glocal, – termo usado para enfatizar a feliz alegoria da aldeia global – tanto mais numa altura em que se comemora o Ano Europeu do Diálogo Intercultural e celebra, por todos os recantos do planeta azul, o Ano Mundial das Línguas – precisamente, declarado, oficialmente, em curso em 21 de Fevereiro.

 

Importará, por conseguinte, encontrar as eventuais razões deste claro sucedâneo de revitalização cultural, desde logo, ponderar, quanto mais não seja, o potencial conflito com a instalação do novo Mito de Babel, por obra de uma estranha torre, já, baptizada de Rede – ou, mais vulgarmente, de Internet. Quanto a nós, estamos longe de poder subscrever, na íntegra, o Choque de Civilizações de Samuel Huntington, não obstante, sentimo-nos impelidos a reconhecer, hoje, muito por causa do tsunami de terrorismo em voga, a urgente necessidade de estabelecer pontes de contacto entre as várias culturas e cosmovisões do mundo que nos rodeia. Em nosso entender, o pós-modernismo nascido nos alvores dos anos trinta do século transacto, começa a resvalar, de forma paulatina, em enevoados escombros, com uma discrição tal, que, nem mesmo, os pretensos vanguardistas o conseguem desvelar : ao que parece, encontramo-nos no mais inacessível dealbar, camuflado pela espantosa celeridade ditada pelas constantes inovações tecnológicas, de um tempo novo, ainda criança, contudo, bem vivo e de boa saúde – na espiral hegeliana da História, vemo-lo desejo por irromper, com o seu próprio nome, sem dúvida, transmodernismo.

 

     (SURREAL CONTINUA ...)

sinto-me: LITERALMENTE À PROCURA DE ...
publicado por $urrealHumanity às 21:21
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

ANÁLISE DA ACTUALIDADE POLÍTICA SOB UMA PERSPECTIVA SURREALMENTE JOVEM, MAS ATENTA E INCISIVA

 

 Exmos. Senhores Mentores do CCC, Primeira Edição 2007/2008,

 

 

 

 


os SurrealHumanity, depois de tomarem conhecimento da recolha de sugestões inovadoras em curso, sentidas no pulsar do "politicamente incorrecto" dos jovens de hoje, relativamente à intensificação da participação cívica e ao premente reavivar do culto do espírito de cidadania, dado o enorme fosso de distanciamento e o assumido litigioso com os sucessivos governantes e autarcas, não puderam deixar de aderir a esta louvável iniciativa , no sentido de poder colaborar com o CCC, com o calro intuito de "despertar" os máximos responsáveis pelos destinos da nação, para uma mudança de paradigma da convivência política.

Se analisarmos. com isenção e acuidade, as multifacetadas tomadas de posição dos políticos, neste novo período já sem Muro de Berlim, - dito em crescendo de globalização à escala do mundo, vulgarmente tido como ocidental - facilmente concluiremos que está em curso uma estranha espécie de postura estereotipada : além de um enorme respeito pelas "medidas de tendência central" por parte do eleitorado, numa imutável alternância entre partidos praticamente desprovidos de diferenças fracturantes no plano concreto da activação dos seus programas, é manifesta, por um lado, toda uma sensação de impunidade quando toca a erros políticos graves, aliviada por uma predisposição de imunidade parlamentar que permite que a culpa continue a morrer solteira, enquanto que, por outro, se torna difícil confiar nos principais candidatos a líderes, visto teimarem prometer aquilo que, mais tarde, não chegam a cumprir. Quase que é nosso desejo, aqui, afirmar, com todas as letras, que a tecnocracia e a mediocracia, ao se declararem como dois novos grandes poderes, acabam por fazer os políticos reféns dos seus próprios ditames geoestratégicos e interesses de circunstância.

 

Que nos desculpem os autarcas e os governantes da nossa nação, mas a verdade nua e crua é simples : o mercado é quem domina e superintende toda a estrutura societal da actual pós-modernidade; a política aparece apenas em segundo lugar.

Isto faz com que a política perca o seu interesse, mais parece um jogo virtual sem nada de, realmente, palpável que possa sentir-se no seio das nossas vidas quotidianas. A sensação de impotência é de tal ordem que os mais novos apostam mais num registo semi-anárquico e semi-apolítico : o paradoxo "a política não me interessa" parece constituir o único motivo de interesse a conseguir suscitar uma resposta - a da indiferença.

Honestamente, acreditamos, na esteira do pensador francês André-Comte Sponville , que a verdadeira e única resposta deve advir da ética. Não há volta a dar. Moralizar a política. Voltar a centralizá-la no Homem, retomando os ensinamentos de Atenas. Encará-la como uma forma de servir as populações e a res publica, o bem comum. 

 
Pensar, de novo, no interesse colectivo em detrimento do interesse individual. Basicamente, moralizar toda a classe política e a sua forma de legitimação permanente.

Os SurrealHumanity defendem, basicamente, a instauração de um sistema novo, a nível do mundo democrático europeu ocidental, capaz de premiar o verdadeiro mérito dos candidatos e o seu verdadeiro "altruísmo político".

 

O acesso a lugares cimeiros deve exigir, da parte dos candidatos interessados, todo um perfil idóneo e de competência comprovada, em função das áreas de intervenção e das pastas a tutelar : uma idade mínima de 45 anos ; uma sólida formação académica de base, com vincada especialização nas áreas de supervisão ; redução das regalias e mordomias, designadamente, nas elevadas pensões a assegurar pelo erário público, depois de um mandato ou dois ; um background de experiência comprovada no terreno, aquando da sua actividade profissional ; submissão à definição de um sistema de competências "apertadas", do ponto de vista da jurisprudência constitucional, passível de minimizar, preventivamente, o actual cenário de reiteradas falas promessas eleitorais, em que já ninguém acredita - a começar pelas luvas brancas dos nulos, dos brancos e da pesada abstenção em prol de uma tarde solarenga na praia.

Antes de mais, as campanhas eleitorais deveriam ser dedicadas ao aprofundamento, sério e cabal, dos programas políticos a escrutinar, junto das populações, devendo ser preparados de forma mais realista e alicerçando-se no conhecimento das realidade concretas.

Digamos que, no essencial, o primeiro passo de gigante a dar, deve procurar convergir com esta linha de rumo. Depois, e só depois, fará sentido equacionar outras vias de aproximação e de busca de entendimento com as diferentes problemáticas das populações, no terreno, criando, para o efeito, novos patamares intermédios de legitimação cívica, um pouco ao jeito de movimentos associativos ou peticionários, de pendor mais afirmativo enquanto novas formas de contra-poder e de limitação de mandatos.  Um cidadão qualquer do século XXI exigirá, como é evidente, ser tratado como um Sujeito, por isso o sistema corre sérios riscos de vir a implodir, num ápice, se não forma tomadas as devidas precauções.

Por exemplo, porque não pensar na possibilidade de um dado movimento, que surja por vontade expressa dos cidadãos, poder ter assento parlamentar efectivo, com razoável interferência na decisão do plenário, no seu todo  ? A actividade política e correspondente agenda passariam a ditar, sazonalmente, temáticas diversas para o seio da própria sociedade civil, para que, passado um determinado período de tempo definido, esta se pudesse pronunciar, com voz activa, junto dos ilustres parlamentares.

No fundo, a nossa ideia é propor um novo tipo de Parlamento, mais aberto à participação dos cidadãos : 5 % dos actuais lugares de deputado passariam a ser ocupados por novos membros independentes, em representação da mais genuína Sociedade Civil, eleitos por movimentos organizados em função de temáticas suscitadas pela própria agenda parlamentar, por um prazo mínimo de seis meses e sem direito a renovação, o que acabaria por levar a uma redução do número de candidatos - a Regra de Hondt passaria a vigorar, apenas e só, em relação aos restantes 95%.

Como é natural, as escolas teriam de desempenhar um papel decisivo na formação deste novo espírito de participação cívica activa, dando a conhecer os meandros e os bastidores do funcionamento da actividade política, desde as bases até ao topo. Neste quadro, as formas existentes são variadas e, algumas delas, já foram, inclusivamente, divulgadas por alguns dos grupos a concurso. Parece-nos evidente que os jovens portugueses, e não só, se sentiriam mais interessados pela política, se os autarcas e munícipes de relevo locais procurassem ir ao encontro das suas ideias e da sua sensibilidade ; porque não delineando concursos anuais diversos com vista a premiar o esforço e a criatividade.

De facto, a sustentação do actual conteúdo discursivo político e da sua inerente retórica, de barbas sofistas ancestrais, impostas por uma mediatização massificada em quantum de share por metro quadrado, associado a um carisma exigido como prioritário, tem-se mostrado inviável. Tem de enveredar por uma estratégia política que seja assimptótica com a verdade dos fenómenos, sem descurar uma importante vertente pedagógica e argumentativa.

Em boa verdade, temos de reconhecer que esta problemática não é exclusiva da responsabilidade política dos governantes, na medida em que o seu verosímil raio de acção é bem mais alargado. Os tentáculos deste polvo social são múltiplos e difíceis de admoestar coercivamente, de forma profícua, no sentido da preservação de uma democracia saudável.

Os SurrealHumanity , em jeito de glosa, lembram a todos que a política é, conforme Leibniz tanto apreciava, a construção humana do melhor dos mundos possíveis. Já a Democracia, para Winston Churchill, representava o melhor dos piores sistemas : da nossa parte, numa toada meio elitista, assumimos a nossa veia meritocrática de competência, de humanidade, de dedicação e serviço gratuito e de firmeza nos valores essenciais.

Que os nossos jovens aprendam quais os valores nucleares à manutenção da coesão social, o resto virá, com toda a certeza, por acréscimo ...

Um forte abraço fraterno e ateniense, à Pericles, dos Surreal.

 

 

sinto-me: POLITICAMENTE INSSURECTO & ...
tags:
publicado por $urrealHumanity às 11:21
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

.subscrever feeds